Quanto mais se tem dentro de si, menos se quer dos outros.
- A Cura de Schopenhauer
Eu serei o seu guardião, quando tudo estiver desmoronando eu vou segurar firme a sua mão.
Gotas de chuva continuam caindo em minha cabeça, mas isso não significa que meus olhos logo ficarão vermelhos. Chorar não é pra mim. Porque eu nunca vou parar a chuva reclamando! Porque eu sou livre, e nada está me preocupando!
E não vai demorar muito para que a felicidade me encontre.
Agora agora agora vou ser feliz, eu repetia: agora agora agora.
Drummond, o Carlos, pergunta: “Mas, e o humour?” Porque esse talvez seja o único remédio quando ameaça doer demais: invente uma boa abobrinha e ria, feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada.
E talvez não fosse tarde demais, afinal, pois começou desesperadamente outra vez a ter essa coisa sôfrega: a esperança.
…tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas histórias de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista, elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.
E eu gostava dela, merda, sempre acabava gostando das malditas pessoas e todas as suas loucuras.
Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro.




